PARTE II | Relatório de Estágio: Reflexões finais sobre as práticas de ensino
“Não é só a escola, seja ela qual for, a educar, mas a vida inteira em sua plenitude.”Manacorda
A prática de ensino e estágio supervisionado II proporcionou interessantes perspectivas à minha formação humana-universitária. Os estágioS me abriram portas, portas do conhecimento, do saber e da maturidade. Essas portas foram abertas à medida que eu ia me construindo intelectualmente e me recriando enquanto humano, suscetível aos mais diversos sentimentos e sensações. A sala de aula mostrou-me o tamanho da responsabilidade que tenho ao me afirmar como professor e ao desejar atuar como professor durante a minha vida. A consciência dessa responsabilidade veio acompanhada de bons sentimentos e que só reafirmaram a minha certeza de querer ser professor e despertar em meus alunos as mais revolucionárias posturas nos ambientes pelos quais eles circulam, vivem, brincam, brigam, choram, riem, caem e tropeçam - na vida.
Durante os estágios eu tive dois momentos de práticas diferentes, como você pôde notar no relatório. Uma delas foi o momento que tive de planejar sozinho as minhas aulas e ministrá-las para as turmas de 7º do ensino fundamental, onde trabalhei clothes. E a outra experiência e não menos importante foi nas oficinas do Pibid, onde desenvolvi, junto com outras colegas de curso, oficinas sobre diversidade linguística e falares no Brasil. Ambas as experiências foram, em essência, harmônicas e semelhantes. As atividades desenvolvidas em ambos os encontros partiram de reflexões críticas e elaboradas no coletivo. Para Siqueira (2009, p. 85): “todo professor que reflete, exercita tomadas de consciência, insere-se numa busca por alunos reflexivos, sejam eles quem forem”, alunos das mais diferentes pertenças religiosas, sexuais, étnicas, sociais e culturais.
Em muitos momentos fui pego de surpresa em pensamentos sobre o meu papel no ensino de língua inglesa. Essas reflexões vinham de algumas inquietações internas sobre o que é trabalhar com uma língua que se quer hegemônica em termos culturais e econômicos e como devo me posicionar frente à essas questões. Recorri a pensadores e estudiosos do ensino de língua inglesa, bebi na fonte da pedagogia crítica e pensei as minhas práticas como atividades transgressoras e contra-hegemônicas, uma vez que os meus referenciais apontam para essas feridas mas sugerem ideais de empoderamento e tomada de atitudes frente a língua inglesa. Ainda de acordo com Siqueira (2009, p. 92): “se assumirmos de maneira permanente o caráter político da nossa prática, adotando uma pedagogia de LE [língua estrangeira] que entenda a educação como um processo imerso em relações de poder, negociação e contestação, que promova o questionamento dos silenciamentos e das tensões que ainda permeiam as narrativas e os discursos hegemônicos, transformaremos nossas salas de aula de LE em arenas de discussão dos mais variados temas, dos mais simples aos mais polêmicos.” Entender, portanto, o ensino de LE como possibilidades de problematização dos acontecimentos cotidianos e fatos histórico-políticos.
A prática de ensino e estágio supervisionado II proporcionou interessantes perspectivas à minha formação humana-universitária. Os estágioS me abriram portas, portas do conhecimento, do saber e da maturidade. Essas portas foram abertas à medida que eu ia me construindo intelectualmente e me recriando enquanto humano, suscetível aos mais diversos sentimentos e sensações. A sala de aula mostrou-me o tamanho da responsabilidade que tenho ao me afirmar como professor e ao desejar atuar como professor durante a minha vida. A consciência dessa responsabilidade veio acompanhada de bons sentimentos e que só reafirmaram a minha certeza de querer ser professor e despertar em meus alunos as mais revolucionárias posturas nos ambientes pelos quais eles circulam, vivem, brincam, brigam, choram, riem, caem e tropeçam - na vida.
Durante os estágios eu tive dois momentos de práticas diferentes, como você pôde notar no relatório. Uma delas foi o momento que tive de planejar sozinho as minhas aulas e ministrá-las para as turmas de 7º do ensino fundamental, onde trabalhei clothes. E a outra experiência e não menos importante foi nas oficinas do Pibid, onde desenvolvi, junto com outras colegas de curso, oficinas sobre diversidade linguística e falares no Brasil. Ambas as experiências foram, em essência, harmônicas e semelhantes. As atividades desenvolvidas em ambos os encontros partiram de reflexões críticas e elaboradas no coletivo. Para Siqueira (2009, p. 85): “todo professor que reflete, exercita tomadas de consciência, insere-se numa busca por alunos reflexivos, sejam eles quem forem”, alunos das mais diferentes pertenças religiosas, sexuais, étnicas, sociais e culturais.
Em muitos momentos fui pego de surpresa em pensamentos sobre o meu papel no ensino de língua inglesa. Essas reflexões vinham de algumas inquietações internas sobre o que é trabalhar com uma língua que se quer hegemônica em termos culturais e econômicos e como devo me posicionar frente à essas questões. Recorri a pensadores e estudiosos do ensino de língua inglesa, bebi na fonte da pedagogia crítica e pensei as minhas práticas como atividades transgressoras e contra-hegemônicas, uma vez que os meus referenciais apontam para essas feridas mas sugerem ideais de empoderamento e tomada de atitudes frente a língua inglesa. Ainda de acordo com Siqueira (2009, p. 92): “se assumirmos de maneira permanente o caráter político da nossa prática, adotando uma pedagogia de LE [língua estrangeira] que entenda a educação como um processo imerso em relações de poder, negociação e contestação, que promova o questionamento dos silenciamentos e das tensões que ainda permeiam as narrativas e os discursos hegemônicos, transformaremos nossas salas de aula de LE em arenas de discussão dos mais variados temas, dos mais simples aos mais polêmicos.” Entender, portanto, o ensino de LE como possibilidades de problematização dos acontecimentos cotidianos e fatos histórico-políticos.
Os efeitos do estágio ainda permeiam os meus dias e influenciarão o Iuri professor que se formará no final do próximo ano. Gosto de pensar essa experiência que tive da seguinte maneira: fui apresentado a um jardim multifacetado. Nesse jardim haviam flores dos mais variados tipos, algumas vivas, outras apáticas e outras mortas. O solo era inconsistente, a terra precisava ser adubada e eu deveria fazer um grande esforço para colaborar na melhoria e trazer vida às flores que estavam apáticas e reavivar as que estavam mortas. E assim o fiz. Mas, para isso, tive de imaginar que aquele jardim seria o meu lar daqui alguns anos, a minha casa, o meu teto e o meu chão. Eu incorporei o jardim à minha vida e às minhas vivências.
O ar que respiro e o meu bem estar no mundo dependeria do bem estar daquele jardim. Durante o processo vi que o jardim ganhava outras formas, flores mais vivas e com cores deslumbrantes iam chegando, quando vi já não estava só, haviam muitas pessoas colaborando e desejando reconstruir esse jardim e construir outros. Senti-me feliz e salutar. Entretanto, ainda estou trabalhando nesse jardim, pois, como enfatiza Paulo Freire, o ser humano é incompleto, estamos em processo, somos agora e, também, somos devir. Isso é o que me encanta. Essa é a minha sina. Obrigado por ter chegado até aqui.
Referências:
SIQUEIRA, Domingos Sávio Pimentel. Como abordar questões ideológicas nas aulas de língua estrangeira. Ensino e aprendizagem de língua inglesa: conversas com especialistas. São Paulo: Parábola, p. 79-92, 2009.
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